Quem lê meu blog com frequência provavelmente sabe que meu filme favorito é a versão de 1937 de “Nasce uma Estrela”. O motivo principal, além do excelente roteiro ganhador do Oscar, é o belo uso das cores, com uma tecnologia ainda nascente. Mas não é só de Technicolor que se faz um filme: os protagonistas têm um peso enorme no impacto da produção. E Janet Gaynor e Fredric March conseguem levar muito bem o ritmo do drama. Em 1954, a história ganhou um remake musical, desta vez estrelado por Judy Garland e James Mason. Todo remake faz surgir a inevitável compração: quem se saiu melhor? Portanto, apertem os cintos, porque hoje a atração é March contra Mason!
2- Melhor cena de bêbado no Oscar: Ambos estão muito bem como penetras na maior festa do mundo cinematográfico. Eles têm outras cenas embriagados, é verdade, mas James Mason causa riso e constrangimento em dois momentos marcantes: logo no número inicial, ele invade o palco, deixando para uma Judy desesperada consertar a situação. E, é claro, dá um show durante a entrega do prêmio.
1- Charme & simpatia: Em 1937, March tinha 40 anos. Em 1954, Mason tinha 45. Podem ser as cores maravilhosas do Technicolor de 37 que me hipnotizam sempre, mas Fredric March sempre me pareceu mais atraente. Além disso, muitos depoimentos e livros dizem que Mason era um homem um pouco calado e deprimido. Nada contra, mas March ganha meu voto um pouco parcial.
3- Melhor química com Vicky Lester: March tem uma atitude quase paternal para com a ingênua e desajeitada Esther Blodgett de Janet Gaynor (ele a ajuda quando ela quebra alguns pratos na festa em que eles se conheceram). Já Mason trata a personagem de Judy com mais carinho. A escolha é difícil, mas aqui quem ganha é James Mason.
4- Melhor despedida: A que ficou na minha memória foi a do primeiro filme. March, vestido com seu roupão, diz que vai dar uma volta. Seus pés são mostrados caminhando na areia e, à beira do oceano, ele tira as sandálias. Depois, vemos apenas as notícias dos jornais. Ponto para March!
5- Prêmios & indicações: Tanto March quanto Mason foram indicados ao Oscar de Melhor Ator por suas atuações, mas ambos perderam. March foi indicado ao Oscar em mais quatro ocasiões, ganhando duas vezes (por “O médico e o monstro / Dr. Jekyll and Mr Hide”, em, 1931, e “Os melhores anos de nossas vidas / The best years o four lives”, em 1946), além de prêmios nos festiviais de Berlim, Veneza e um Globo de Ouro em 1952. James Mason foi indicado ao Oscar mais duas vezes e nunca ganhou. Pelo personagem Norman Maine venceu o Globo de Ouro. Foi homenageado com prêmios por críticos americanos e ingleses em duas ocasiões. Ambos têm duas estrelas cada na Calçada da Fama. Quem ganha na categoria é: March.
6- Opinião dos leitores: Foram dez votos de leitores e Mason ganhou por sete a três. Até minha mãe votou nele.
6- Opinião dos leitores: Foram dez votos de leitores e Mason ganhou por sete a três. Até minha mãe votou nele.
E o resultado final foi... (rufem os tambores!) empate! Três a três!
A ideia original veio do filme de 1932 “What price Hollywood?” dirigido por George Cukor e estrelado por Constance Bennetl e Lowell Sherman. Em 1937 March deu vida ao decadente astro em um filme que ganhou o Oscar de Melhor Roteiro. Em 1954, James Mason deu seu toque pessoal ao personagem que, embora conte com momentos idênticos, não mimetiza a performance de March. Em 1976, foi a vez de Barbra Streisand e Kris Kristofrerson serem o casal principal do filme que ganhou o Oscar de Melhor Canção com “Evergreen”. Há boatos de uma nova adaptação, a ser dirigida por Clint Eastwood e protagonizada por Beyonce. Deus abençoe esta loucura!
P.S.: Em 1954, foram também considerados para o papel Cary Grant (o favorito de Judy), Laurence Olivier, Tyrone Power, Marlon Brando, Richard Burton, Montgomery Clift, Humphrey Bogart, Frank Sinatra e Errol Flynn (os últimos três afirmaram que queriam muito o papel).
This entry is part of the March in March Blogathon, hosted by Jill at Sittin' on a Backyard Fence.



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